segunda-feira, 23 de março de 2015

Stock Car: chefe de Senna e Prost revê McLaren após 26 anos

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Foto: Miguel Costa Jr. 
"Mico" Lopez comemora fim de semana histórico na carreira na abertura da temporada

SÃO PAULO - O uruguaio Juan Carlos Lopez, que herdou do pai e ex-piloto o apelido de "Mico" pelo qual é conhecido na Stock Car, viveu em Goiânia o fim de semana mais importante de carreira de mais de duas décadas como chefe de equipe. Coube a ele, como diretor-técnico da Prati-Donaduzzi, a missão de comandar a reunião de dois nomes históricos do automobilismo mundial - Senna e Prost - depois de 26 anos na corrida de duplas que abriu a temporada. Os grandes rivais da Fórmula 1 dividiram os boxes pela última vez no GP da Austrália de 1989. Eram companheiros na McLaren, então dirigida por Ron Dennis.

Bruno Senna, sobrinho do tricampeão, e Nicolas Prost, filho do tetra, correram como companheiros de Antonio Pizzonia e Júlio Campos. O francês se deu melhor, terminando em 9º e ajudando o parceiro a conquistar os primeiros pontos, enquanto Bruno e Pizzonia, derrubados por uma parada extra nos boxes e a falhação do motor, terminaram uma volta atrás dos vencedores Ricardo Maurício e Nestor Girolami. "Espero que eles voltem no ano que vem e eu possa dar a eles um pit stop melhor", disse "Mico", reconhecendo com humildade que a demorada e falha operação de reabastecimento, troca de pneus e pilotos complicou as chances de um resultado mais positivo para os dois carros.

"Mico" já conhecia Bruno da mesma prova do ano passado, na primeira participação ao lado de Pizzonia, mas só foi apresentado a Nicolas na quinta-feira. Em quatro dias de trabalho, o francês deixou uma impressão mais do que favorável. "Ele é um menino muito dedicado e com grande talento. Procura sempre trabalhar com os engenheiros para saber onde deve melhorar. Ele teve de se acostumar com um carro hiperpesado, muito mais do que aquele ao qual está acostumado, e está de parabéns, porque aprendeu muito rápido."

Nicolas lidera atualmente a Fórmula E, categoria de carros elétricos cujo peso é de cerca da metade de um Stock Car. Bruno é outro dos seus cinco adversários que estiveram na capital goiana, mas sofreu com a quebra da suspensão em três das cinco etapas já realizadas. "Mico" enxergou semelhanças entre eles e os parentes ilustres. "A primeira, claro, é física. Eles se parecem muito com o Alain e o Ayrton. A outra é a fineza, o trabalho e a dedicação com que passam as informações. É fantástico poder trabalhar com pilotos desse nível para ir atrás dos resultados."

Campos e Pizzonia fizeram uma excelente primeira parte da prova, ganhando várias posições a partir do 12º e 21º lugares que ocuparam no grid. Campos entrou nos boxes para o pit stop à frente de Allam Khodair, que completaria o pódio em 3º, mas a parada foi muito mais lenta do que a meta de 35 segundos imaginada pela equipe. O reabastecimento do carro de Bruno não foi perfeito e ele foi obrigado a regressar para adicionar mais um litro de combustível. "Nosso pit stop estava excelente nos treinos, mas na hora não aconteceu o que tínhamos treinado. Nós é que ficamos devendo. Eles estão de parabéns", concluiu "Mico", líder da campanha que levou a Prati-Donaduzzi ao 3º lugar no campeonato de equipes de 2014.

Márcio Fonseca (MTb 14.457)
Assessoria de imprensa da Equipe Prati-Donaduzzi
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